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O sonho dela. Talvez seu pior pesadelo.
Ele precisava alimentar sua sede, e ela precisava sentir-se desejada. Era um amor profano, na verdade, um amor masoquista. Nenhuma religião pregava um amor possível entre uma mortal e uma criatura das trevas...e ela gostava de sofrer, entrava em êxtase a cada mordida em sua pele.
Naquela noite, ele viria. Como sempre fazia naqueles dias. Entraria pela janela de seu quarto e a violaria... provavelmente, rasgaria suas roupas e a rasgaria por dentro.
“Que fique claro que eu não te amo. Eu te uso. És somente minha. Não ousarás dizer meu nome a ninguém.” Essas eram as palavras dele. O trato. O pacto entre Deus e o Diabo.
O estrondoso barulho da janela abrindo, fê-la acordar de seus pensamentos. Estava escuro, uma típica noite de inverno. Tudo que ela conseguia enxergar, eram dois olhos brilhando aos pés da cama, como duas velas acesas. Chamuscando perversão e desejo, irradiando sua sede.
Ela não teve tempo de dizer algo. As palavras não saíam. Ele, em um movimento brusco, voa em cima da cama, e prende seus pulsos, segurando-os firmemente. Ela sentia o peso da criatura por cima dela, prensando-a cada vez mais. Aquele hálito fétido e a pele tão fria quanto a morte, enojavam-na.
Ele sempre vinha naquela época do mês, atrás de sangue, e de luxúria. A ela, restava somente ceder àquelas carícias dolorosas e ousadas.
Ela percebeu que estava arrepiada...mas não por causa do frio. E durante aqueles movimentos selvagens, ela sentiu algo gelado escorrer por entre suas pernas. Ela gostava daquilo, e sentia-se uma pecadora por isso.
De repente, ela é invadida. Dessa vez, pela língua dele, que buscava seu sangue. Ela não queria, mas entrava em transe, quase que uma hipnose sempre que ele fazia isso.
Ela gemia loucamente. E ele, urrava como um monstro o qual sua natureza nunca negou existência.
E foi no beijo proibido que ela sentiu seu sangue escorrer por seu queixo delicado. Foi a última mordida naquela noite.Daqui um tempo, ele voltaria...e tudo repetir-se-ia.

 


Kitty

 

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