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Sinto
que nunca a irei encontrar
Tenho medo que não venha
Meus pensamentos pairam no ar
Minha alma queima como a lenha
Vejo a Lua, e penso na imagem sua
Dos meus olhos brotam um rio salgado
O sentimento que não acredito
E a esperança de um amor passado
Olho para o Céu, e a escuridão do Infinito
Não
será nessa existência
Quem sabe em outro lugar ?
Para a vida peço clemência
Corro para o mar
Os dois oceanos se encontram
E
de repente; paro de pensar.
Ronaldo
Natalino de Barros
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