Alcova



Quando fechas a porta de nossa alcova , me toma em seus braços e molhas os meus lábios com os teus , me transporta para um mundo real de prazer inesgotável.
Nestes momentos, quando dominas o meu corpo, sinto arder dentro de mim, a chama real de um prazenteiro.
Torno-me menina em meio aos seus amplexos . Assim que toca meus lábios novamente faz com que meu corpo estremeça.
E quando me possuis por inteira torna-me uma loba no cio.
Então nestes momentos, desejo com todas minhas forças que o mundo pare e que os céus e todos os deuses abençoem nosso romance proibido.
Você está em mim todos os momentos, dias e horas, tu me fazes respirar prazer.
Quando me possuis por completo, entro em total êxtase e delírio. Com minhas pálpebras cerradas me permito sentir o seu néctar doce como o mel e delirante como o absinto.
Em minutos tu és meu garoto, menino, moleque e em fração de segundos torna-se meu homem, meu macho...
Ah! Doce alcova que és a única testemunha deste romance proibido, também és testemunha de longas noites quando não o tenho em meus tentáculos.
Sinto desejo de bradar bem alto para que os deuses o tragam para nossa alcova. Porém eu o espero dia - após-dia, para poder sentir o prazer que me dás.
Não sei até quando o meu peito suportará , a deliciosa presença e ausência de ti , oh! Meu doce homem.
O mesmo coração que bate de êxtase é o mesmo que sente a coita das madrugadas frias da tua falta, pois jamais o possuirei nas madrugadas, só me é permitido possuir-te nas sestas dos dias.
Meu menino, meu homem que és responsável por ser a mulher que estou sendo neste exato momento, quero que saibas que mesmo que eu viva muito tempo, viverei em nome deste doce romance proibido.
Tu serás responsável por muitas inspirações, mas também serás responsável por muitas lágrimas.
Estou exatamente neste momento dentro da alcova clamando por você, meu corpo arde em febre de desejos de ter-te, porém quando será a sesta que o possuirei novamente?
Encerro, o meu bradar e repousarei meu corpo ardente de prazer nesta madrugada, onde minha única testemunha é a alcova que houve os meus gemidos clamando pelo teu corpo...


                         

Silvana Rangel

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