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Na
batida da poesia
A folha vigem,
Abre
O sonho do poeta
Soluçando
Fica
Palavras medo e caprichos
A sombra
Da noite cai
Agora
Deitando no meu vazio
Plagiando
Meus dedos, ali
Na tosse da máquina
Ela tenta
Formalizar a alma
Branca
Utilidade seria
Deixar
A
mão
Descansar, neve
De papel a camalençol
Dos sentimentos escritos
- a chama
do
silêncio -
estilhaça a urgência
na garganta do poeta
A caneta.
Filipe dos Santos
3º lugar no II Concurso UniABC de Poesia
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