Como é o amor



Se o amor é sublime
Não devia doer
Se o amor é tão puro
Porque ensina a sofrer?
As vezes faz pisar em falso
Pobres almas que amam
O olhos umedecem
As lágrimas se derramam
Parecido com o tempo
Ora quente, ora frio
O amor é irmão do vento
Todos sentem, ninguém viu
Também varia no sabor
Bom e doce como o mel
Se tranforma traz a dor
Arde e queima como o fel
O amor é ilimitado
Confunde tanto o coração
Segura forte em teu colo
Depois derrama-o no chão
Mas espere que no final
Seu intuito é a felicidade
Chora agora, sorri depois
Com igual profundidade.


Liliane Guedes Soares                                                 

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