Estrada


Caminha pela estrada da solidão que serpenteia os rochedos,
abaixo o vasto mar da desilusão na espera de novas almas,
suas ondas explodem no penhasco,
como eco da fúria de vozes desalmadas.

Fere aquele que antes ouvira doces palavras,
as lágrimas caem no pó e o choro é levado pelo vento,
sua força é tão grande e impiedosa,
que encobre o sol da vida.

Palavras de ternura e amor a ti,
respondidas com trovões que atira a terra,
ferindo esse pobre coração que bate quase sem vida.

Tentando fugir dessa tempestade que tomou forma,
tu lanças palavras de indiferença na violenta chuva,
para que a dor de mil agulhas penetre no corpo e n'alma.

 

William Pincerno

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