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O concretismo é uma experiência e mais nada
Deixe
mo s de
fa
Lar
Deixa
de falar
D
eix a
de
Deix
a de
Dei
x
a
de
Dei
x a
de
Deixemos de gastar tanto espaço
Só por não termos o que falar, o que compor ou o que pintar.
Deixemos de encher as ruas com propagandas neo concretas
Deixemos de louvar à prostituta do burguês,
Deixemos de nos amotinar pelas calçadas.
Deixemos de pisar nas flores,
Deixemos de sonhar com valores,
Prossigamos como super-homens,
Integrados consigo, e livres cidadãos do mundo.
Que não precisam mais da prostituta, por que sabem
Que estão a sós e que Deus está apenas em seus corações
E não nos outdoors sendo vendido e prostituído,
Por aqueles que juram ser seus filhos.
Venham cidadãos do mundo vamos seguir
Sem pátria e sem dollar, sem multinacionais
E sem ouro também, tudo o que precisas sai do chão
E não da prateleira fria de um supermercado qualquer.
Nossa guerra é espiritual oremos e deixemos que surja
Da lama o rosto da prostituta que nos marcou no braço
Logo que nascemos, o poesia vem das ruas sujas da periferia
Nos anunciamos os super – homens, os homens integrados
E quem sabe algum dia isso possa fazer sentido.
Sidarta
Batista da Silva |