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Opto
pelo óbvio e é óbvio, sou um igual
mas rejeito o óbito, o óbito pranteado, cultural,
pois não há buraco de fechadura
nem dinheiro, nem ferradura, nem corrente, nem coisa alguma
que obrigue o ser "almado", pensante, onipotente em
si,
a retroceder ou estagnar, no caminho de aprender e alimentar
o sagrado consagrar de sua inteligência.
Abomino
o ignóbil genial, o inculto casual,
Sabendo que há gênios que vêem novela,
Alucinados que beijam a tela
e nem sabem porquê !
Rejeito
o óbito da cultura, rejeito a fórmula mágica
da cura
da ausência de crítica, se nas linhas dos meus
livros pululam sabedorias,
não vou manchar olhos e ouvidos com tanta superficialidade
Velho
e ultrapassado é tudo.
Tudo que muda de cara e engana, e se engana o mundo há
milênios
Seios, rostos, gêneros, puritanos e os obscenos, há
tantos e temos !
Sussurro a quem ouça que rejeito o óbito do belo,
aquele pelo conceito,
não o belo imposto, destruidor do meu conhecimento.
Não
há Grande Irmão que me persiga.
Não há artista que interesse nem pelo cômico
tolo, nem pelo curioso.
E ainda que eu veja e ouça e saiba, tenho o princípio
de manter
e fazer ver a quantos quiserem ver que é possível
sustentar a imunidade
Marcus
Schiavette
9º lugar no II Concurso UniABC de Poesia
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