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Beije-me com teus lábios mórbidos
Com teus frios braços, abrace-me.
Mostre-me o medo que consome a todos
Mas quando olhardes no fundo de meus olhos
Não te assuste com o que veras
Pois o vazio deste macaco solitário
É o que implora para você conquistar
Com o teu inviolável segredo
Que já não causa nem medo nem pavor
Causa-me angustia e, quem sabe, até mesmo o amor.
Sidarta
Batista da Silva |