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Ando
lentamente,
O vento da madrugada
Vem e vai...
Sigo meu caminho sem a lua e as estrelas.
Não me preocupo,
Nada possuo, a não ser a vida,
Mentira!
É, nem ela me pertence.
Não encontro sequer um gato vira-lata
Nessas ruas sujas e mal iluminadas.
Um cigarro me cairia tão bem agora
Apesar de não ter comido quase nada o dia inteiro.
Fracasso!
Ando...
Sem a lua para espiar e as estrelas para contar
Só eu mesmo para me guiar
para onde eu não sei.
Lilian Regiane do Carmo
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