O Fim

 

Sórdidos empreendedores

de uma cruzada que não tem fim.

Maléfica destruição

nas lágrimas de um arlequim.

 

Descemo-nos até o fundo

onde não há mais retorno.

Esquece as coisas do mundo,

aquieta-te do teu transtorno.

 

Pouco a pouco se esvai

a recordação de tua pessoa.

Como o filho esquece o pai

calmo, como a lagoa.

 

Mórbida sublimação

tal qual a revoada das pombas;

infecta representação

de uma falsa paz

 

que nem mesmo a própria morte

nos traz...

 

 

Alberto Jaime Omena Ferro Junior

 

 

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