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O
mistério da existência me fascina, não tenho
as respostas,
Mas, invento-as em versos brancos
O que será do nosso futuro ?
Não
posso ser poeta toda hora
Que pena, assim sou mais um rato na sociedade
Mas, ainda bem, que, às vezes, sou sonhador.
No
mundo da poesia sonho, choro, sinto, acredito e amo,
Na vida real, alucinação, alienação,
subordinação e ainda amo.
Ser
poeta é se libertar e acreditar
Voltar ao seu passado, chorar o seu presente
E sonhar o seu futuro.
Cada
gota de tinta, sai como um alegre lamento,
Não sinto tristeza quando escrevo
Mas, sim, quando acabo de escrever.
Ronaldo
Natalino de Barros
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