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Era pra ser uma noite
Sexo, sem poesia
Tesão, sem envolvimento
No máximo, um caso,
Uma anestesia
Da qual se desperta
Depois que extasia.
Era pra não sonhar
Pra não querer mais
Que um dia.
Era só pra dar risada
E pra passear de mão pegada.
Beber um vinho,
Comer uma pizza,
Uma churrascada.
Daí, cada um ia pra sua casa
“viver a sua vida”
de comodidade, de garantia,
tranqüilidade, dia-a-dia.
Algo saiu errado...
Tenho um filho,
Sou casado,
E meu namorado?
Estou apaixonado.
Não era pra ter ausência.
Não era pra ter saudade.
Não se cogitar amor
Nem querer liberdade.
Era pra viver o presente
E se contentar com uma hora
Não pra ser dependente
Nem reclamar da demora.
Por que te encontrar?
Tem Deus pra explicar.
Ou talvez, foi a sua imagem no espelho que refletiu
E assustou a alma gêmea que se viu
e se pôs a caminhar.
Em que ponto perdi o controle?
Qual o limite, quando parar,
O fim dessa história,
Onde vai dar?
Andréia
K.
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