|
São 2, são dois que cheiram amoníaco
Não sentem o porvir sem sorrir
É impenetrável o indesejável
São duas fajutas e corruptas
Fazem cheiros em rodeios
Fazem face de cortejo
Choram loucos num canteiro
Onde o sonho é derradeiro
São partes que se assemelham
Zombam dos mortais!
Dormem lúdicos canibais
Germicidas... Anormais...
Uma catarse ocorreu!
Um amor que corrompeu!
Tempos de Julieta e Romeu
Estuda as fases do "Kama Sutra"
Sepulta o Brasil das agulhas!
Que procura procura, mas não atua
Indianos, Gregos , Troianos
Viveram, passaram e penhoramo-los
Acordai-vos antes que nos percamos
Mudai esta vida inculta
Cantai incorreta a sepultura!
Viveis o talento da formosura
Encontrai aqui o sol da vida, onde leves marcas deixas no livro dos poetas,
Ledes o que é teu pôr direito, acha-te flor de Orfeu! Não se perca na imensidão das palavras que polissignificativas um lastro deixam pôr onde passam!... Mas as feridas na flor da vida sempre passam!
Como poeira no vento, esquecidas são!
Aqui começa , aqui arqueja! Desprovidas fluem para uma outra encarnação!
|