Poema de Louco

Para desviar a dor
De não tê-la comigo
Eu escrevo estes cavernosos versos
Do presente poema.

Eu venero a noite boêmia
Tomando todas no Paradise Bar*
Como a tribo gótica
Adora trajes pretos.

Ouvindo música ambiente
Com todo aquele luxo
Virando tudo que é batida e vinho
Eu engano minha tristeza.

Se Bandeira queria primeiramente
O lirismo dos loucos
A gente compartilha idéias
Pois eu também sou pela loucura.

Perco noites de sono,
Libero o Cesário Verde que há em mim
Ao falar das noites,
Mas com pitadas byronistas.

Minha loucura poética
É sintoma de uma dor
Que tem como porquê
Ela que não me quer.


Tiago Araújo                                             

 

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