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Eu profanei a nossa cama eu tentei te tirar do coração.
Mas parece não adiantar, lá no fundo ouço
meu próprio grito pedindo socorro.
É tão difícil não se pode fugir
de si mesmo.
Eu não ouso nem mesmo se quer pensar na possibilidade
de tê-lo perto, apenas perto.
Profanei
meus lábios, o meu corpo, e agora queimo e pago.
O tudo que fiz.
As
labaredas de dor percorrem meu sangue, e uma eterna inquietude
reina em minha alma.
Luciana
Bassanetto
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