Um Trago na Imensidão


 

Seus castelos estão caindo, sobre a areia da praia

Vemos o entulho da humanidade

Não há luz no fim do túnel nem  a esperança da boceta de Pandora.

E na verdade tudo o que pode ser visto são sombras

Da evolução científica

Que nós aprendemos trancados e trancafiados

Em salas de aula, em igrejas sombrias e cinemas gelados.

Onde muitos de  nós somos socialmente domesticados.

Putas e veados se consomem nas cidades à noite

Escondidos pelas sombras de velhos prédios.

Onde viaturas fazem o controle da densidade demográfica do país.

 

Eu morro em ruas sujas devorando “HOT-DOG”

Bebendo o sangue pombos de pálpebras verdes dos centros urbanos.

Por onde perambula o escravo moderno  e o celular

Projetados para os vigiar e consumirem seu consumo.

Enquanto isso...

Jesus Cristo é enforcado em fios de altas tensões

E presidentes de plástico promovem vacinações coletivas

E nos enfiam em favelas nos porões de uma sociedade

Onde ratos e crianças transam sua comida refogada

Em valetas que transportam merda.

Jovens se embriagam e vomitam expelindo toda

Química alimentícia, que o sonho de consumo industrial.

Produziu em cem anos.

Eu vou implodir as paredes do meu quintal

E “infinitar” a certeza que não tenho pais e não  tenho pátria

Pois, nenhuma miséria republicana irá impor-me tudo o dito antes.

                                                            

                                                                                                                                                                             

Sidarta Batista da Silva

 

 

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