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Letra
a letra, pulsando
Toque
a toque, ressonando
como
notas de um soneto
nasce
o sublime conserto
Olhos,
que nunca se viram...
Mãos,
que nunca palparam...
Vozes,
que nunca se ouviram...
Bocas,
que nunca beijaram...
Assim
vivem os amantes
são
incrédulos
são
ateus...
Espelhos
azuis d'água
cabelos
dourados, anjo celestino...
qual
será o meu destino?
Diz-me
anjo
que
jogo fazem nos céus?
Esconder-te
de mim, tão longe
Prometer-te
à outra, em véus?
Uma
simples mortal, amante sou
instrumento,
que a paixão usou
pra
dizer-te, anjo meu
que
meu amor é todo teu
Andréia
K.
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