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A
lua no céu infinito.
Um grito bastardo do desespero infantil
O amor que por ti tiveram menina,
Ecoam inda hoje no sangue derramado
Das mortes sobre mortes sobre morte.
E milhares de prédios foram erguidos.
Das entranhas da nau lusitana
Sai o vômito corrupto e falido,
Que chamamos América que, chamamos Brasil.
Antes de sorrir pelos quinhentos da morte
Vou chorar pelos milhares de vidas, negras e índias,
Que aqui sangraram e daqui se foram para nossa vinda.
Só para que a pele branca espalhasse pelo mundo,
Sua incurável doença chamada ganância.
Sidarta
Batista da Silva
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